Quando se tem dez anos sonha-se de mais,espera-se muito do “mundo adulto”...
Um dia a criança acorda e se vê diante de um
drama de “gente grande”.
Em meio a uma separação familiar encontra-se uma infância deturpada pelo mundo moderno, onde as famílias não duram, casamentos são feitos com separação de bens e a felicidade de ‘alguém’ é estabelecida perante um juiz.
Em meio a uma separação familiar encontra-se uma infância deturpada pelo mundo moderno, onde as famílias não duram, casamentos são feitos com separação de bens e a felicidade de ‘alguém’ é estabelecida perante um juiz.
De repente um sonho louco surgiu numa ocasião nada conveniente...
Uma pergunta inquietante e uma resposta perturbadora...
Uma pergunta inquietante e uma resposta perturbadora...
_ E você querida,
o que deseja de verdade?
_Eu...? É... já imaginou se o mundo silenciasse? Se nesse instante, no
tribunal, todos vocês estivessem mudos, e só eu tivesse o dom da fala. Tudo o que eu
pronunciasse seria ouvido por todos porque esse seria o único som. Poderiam
assim olhar uns para os outros, observar cores, lágrimas, sorrisos... Dariam
mais valor aos sentidos, aos menores sentimentos... E não seriam atrasados ou
menos ‘modernos’ por agir assim!
O mundo exalaria emoções! E se assim fosse eu não precisaria responder essa pergunta que o senhor me fez! E o meu desejo de ser feliz seria tão simples quanto ir comprar sorvete com a vovó.
O mundo exalaria emoções! E se assim fosse eu não precisaria responder essa pergunta que o senhor me fez! E o meu desejo de ser feliz seria tão simples quanto ir comprar sorvete com a vovó.
Naquele momento o
mundo parou de fato.
Não o globo, mas um mundo em especial... cor de rosa, quem sabe.
Não o globo, mas um mundo em especial... cor de rosa, quem sabe.
Se as decisões fossem mais simples. Se uma criança fosse mais
valorizada, se a
modernização fosse mais humana e as ‘famílias’ menos egoístas talvez o silêncio
tão desejado pela Pequena não seria um sonho longínquo...
Pensemos nisso.
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